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quinta-feira, outubro 03, 2013

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O homem é uma monstruosa superfície de pântano.
Se o entusiasmo o apanha, então é, sob o aspecto geral,
Como se em algum canto dessa superfície
Uma pequena rã saltasse desajeitadamente na água verde.

(Stefanie Harjes, fragmento do livro: Meu Kafka)

quinta-feira, abril 26, 2012

Sonhos — Por Sadhu Arunachala (Major Alan Chadwick)


“Somos feitos da mesma coisa que os sonhos e nossa curta vida é rodeada por um sono.” (Shakespeare)

Shakespeare realmente sabia sobre o que estava falando e isto não era somente efervescência poética. Maharishi costumava dizer exatamente a mesma coisa.

Suponho que eu tenha questionado Bhagavan sobre esse assunto com mais frequência do que outros, apesar de algumas dúvidas sempre permanecerem para mim. Ele sempre avisou que assim que uma dúvida fosse esclarecida, outra surgiria no lugar da primeira, num processo sem fim.

“Mas Baghavan”, eu repetia, “sonhos são desconexos, enquanto que o estar acordado continua de onde havia parado e é tido por todos como algo contínuo”.

“Você diz isso nos seus sonhos?” Bhagavan perguntava. “Eles pareciam perfeitamente consistentes e reais enquanto aconteciam. Somente agora, enquanto acordado, é que você questiona a realidade da experiência. Isso não tem lógica.”

Bhagavan se recusava a ver a menor diferença entre os dois estados, e nisso ele concordava com todos os grandes Videntes Advaitas. Alguns questionaram se Sankara não teria traçado uma linha de diferença entre esses dois estados, mas Bhagavan persistentemente negava isso. “Sankara só fez essa divisão aparente para o propósito de uma exposição mais clara”, Maharishi explicava.

Mesmo que eu tentasse alterar meu modo de perguntar, a resposta que eu recebia era sempre a mesma:

“Coloque suas dúvidas dentro do próprio sonho. Você não questiona o estar acordado quando você está acordado – você o aceita. E o aceita da mesma maneira que você aceita os seus sonhos. Vá além desses dois estados, e do terceiro – o sono profundo. Estude-os a partir daquele ponto de vista. Você está estudando uma limitação do ponto de vista de outra limitação. Poderia algo ser mais absurdo? Vá além de todas as limitações, e então volte com suas dúvidas.”

Apesar disso, as dúvidas ainda permaneciam. De algum jeito, eu sentia, enquanto sonhava, que havia algo de irreal nos sonhos; não era sempre, mas alguns lampejos vez ou outra.

“Isso também não vive acontecendo com você enquanto você está acordado?” Bhagavan perguntava. “Às vezes você não sente que o mundo em que você vive e as coisas que estão acontecendo não são reais?”

Mais uma vez, apesar de tudo isso, a dúvida persistia.

Porém, em uma manhã, me aproximei do Bhagavan e, para seu encantamento, entreguei-lhe um papel, onde estava escrito o seguinte:

“Bhagavan se lembra que eu expressei minhas dúvidas sobre a semelhança entre o sonhar e o estar acordado. Na manhã de hoje, a maior parte dessas dúvidas foram esclarecidas pelo seguinte sonho, que me pareceu particularmente objetivo e real:

Eu estava discutindo filosofia com alguém e pontuei que todas as experiências eram subjetivas, e que não havia nada além da mente. A outra pessoa negava, mostrando o quão sólidas as coisas eram e quão reais as experiências pareciam, e que isso não poderia ser somente imaginação.

Eu respondia: “Não, isso tudo não é mais do que um sonho. Sonhar e estar acordado são exatamente a mesma coisa.”

‘Você diz isso agora’, ele respondeu, ‘mas você nunca diria uma coisa dessas no seu sonho.’

E então, eu acordei.”

De “Call Divine”, Março de 1954
(Tradução livre: Dênis Elias)

terça-feira, março 27, 2012

Liberdade? Democracia?

lucas repetto

Questiona-se a veracidade da democracia e liberdade neste país, mas a realidade é que não estamos preparados para a verdade autêntica destas manifestações! Não temos cérebro e muito menos coração para uma sociedade verdadeiramente livre e democrática.

Basta olhar para o lado e perceber que: usar a camisa de outro time tira o direito à vida, manifestação de amor é julgada, artista tentando comer o rabo do outro quando estes deveriam promover a liberdade da alma, intolerância pela aparência física do próximo, ignorância de raciocínio e aceitação acerca da crença religiosa ou não do outro, etc.

E queremos liberdade, democracia? Somente se for para o umbigo! Isto sim. 

quarta-feira, março 14, 2012

domingo, janeiro 29, 2012

Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais



Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bonnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.

Para analisar a publicação, convidamos a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira abaixo.






1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim

 

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia. 

“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.

“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

 

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto 

 

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.

“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma. 

“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”. 

 

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

 

“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta. 

“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”. 

“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

 

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

 

“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.

“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”. 

“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma. 

 

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

 

“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.

“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica. 

“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta. 

 

Dica da especialista

 

“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.

“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.

De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.
 


Fonte: site - Hospital Israelita Albert Einstein, Publicado em janeiro de 2012

 

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Experimentação

Passaria noites inteiras sendo um deus e produzindo fantasmas, vultos, espíritos, movimentos, impressões (...)


lucas repetto

lucas repetto

lucas repetto

terça-feira, janeiro 17, 2012

Obrigado!

Para Felipe M.

Meu aniversário 2011

Allison Grant



Muito obrigado pelos bons-ótimos momentos que você proporcionou na minha vida.

Pelos maus e de estranheza também um muito obrigado, pois crescemos são com as dificuldades!

(Pensando por este lado então não houve maus momentos e sim momentos necessários.)

 

Qual o seu pior pesadelo?

imagem da internet

Pilastras e vermes

Guy Laramee


Vejam as pilastras destas cavernas, há vermes. Estes são frutos de péssimos atos da vida corpórea de vocês. É resultado de maus pensamentos. Estas pilastras são à base do mundo em que vivem, mas também podem ser comparadas aos seus corações. 

Destes que vivem da luz, vemos ai outra base de conhecimento que podemos abordar. Muitos vermes podem ser muito mais produzidos mesmo que involuntariamente pela força de quem também tem conhecimento...


Seio

Răzvan Boar


Veja o seio da mulher, veja a mancha, veja como ela chora, veja a dor. Auxilia ela, dai graças ao Pai por ela.


sexta-feira, janeiro 13, 2012

Cartas em silêncio

Wim Botha



As cartas serão escritas no primeiro momento em que ressoar o tino da vida contra a morte.

Se houve vida, mesmo que curta, haverá escritos. Caso ao contrário (...) Sangue!

E os escritos ficarão guardados pela existência apenas no coração.




segunda-feira, janeiro 09, 2012

Só hoje

Carlos Pereira



Permita-se apenas hoje a auto-obsessão. Sentir é permitido - só não é permitido desespera(r)nçar o coração e toda sua legião de sentimentos.



Olhe para o céu! O que vê?

Henrik Aarrestad Uldalen



Mas vá além do literal. 
Existe uma eternidade para alcançarmos e este círculo de ganhos e perdas deve nos fazer crescer; virar uma bela arte final ou uma grande peça de teatro com nosso final feliz.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

O café e o girassol

Café com girassol - óleo sobre tela 40 X 50 cm Artista: Jorge G. Andrade Franco


O chão estava cinzento assim como o meu amanhecer, foi quando ao léu jogados havia o café e o girassol. Meu dia acendeu-se como uma lamparina em meio à tempestade. Depois de tudo ainda um pão de queijo.

Uai!

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Pipoca e sorriso

SORRISO DE CRIANÇA - Gabriel Rocha




Foi bom ter trago pipoca para as meninas que me fazem sorrir-chorar durante o dia e durante os dias úteis.

Senti-me tão feliz em ter trago na memória de algumas o gostinho da infância por alguns minutinhos – saudade!

Pipocas! Aquelas do saquinho vermelho com algumas muito doces e outras queimadinhas; algumas sem gosto também.